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Entomologia Florestal
Glycaspis brimblecombei (Hemiptera: Psyllidae) e seus inimigos naturais no Paraná
Dalva Luiz de Queiroz Santana1 dalva@cnpf.embrapa.br
Regina Célia Zonta de Carvalho2 regcarva@terra.com.br
Rodolfo Marcassi Favaro3 rmarcassi@yahoo.com.br
Lúcia Massutti de Almeida4 lalmeida@ufpr.br
 
1.Lab. Entomologia (Embrapa Florestas), Estrada da Ribeira, Km111, C. P. 319, 83411-000 Colombo
2.Centro de Diagnóstico Marcos Enrietti / SEAB (CDME/SEAB-PR), Rua Jaime Balão 575 CEP 80040-340 Curitiba/PR
3.Depto. de Zoologia (UFPR), Caixa Postal 19030 CEP 81531-980 Curitiba/PR
4.Depto. de Zoologia (UFPR), Caixa Postal 19030 CEP 81531-980 Curitiba/PR
Glycaspis brimblecombe Moore foi detectada no Brasil em junho de 2003, e atualmente encontra-se em vários Estados onde se cultiva o eucalipto. No Paraná foi detectada em novembro de 2003, ocorrendo altas infestações em Paranavaí, sendo posteriormente encontrada em Sengés, Telêmaco Borba, Curitiba, Guarapuava, Irati, Prudentópolis e Palmeiras. Com o objetivo de identificar os inimigos naturais associados ao psilídeo-da-concha, foram realizadas amostragens, de folhas de eucalipto nas áreas de ocorrência do inseto, de janeiro de 2004 até a presente data. Dentre os predadores foram identificados: Olla v-nigrum (Mulsant), Cycloneda sanguinea Linnaeus, Eriopsis connexa (Germar), Harmonia axyridis (Pallas) e Hyppodamia convergens (Guérin) (Coleoptera: Coccinellidae); Chrysoperla externa (Hagen) (Neuroptera: Chrysopidae); Ocyptamus sp. (Diptera: Syrphidae); uma espécie não identificada de percevejo da família Anthocoridae (Hemiptera) e uma de Hemerobiidae (Neuroptera), o parasitóide Psyllaephagus bliteus Riek (Hymenoptera: Encyrtidae), além de aranhas e fungos entomopatogênicos. Em Curitiba, 40,87% das conchas encontravam-se vazias e 30,16% das ninfas foram observadas vivas. Ninfas apresentando cutícula murcha e seca, ou pequenas partes do exoesqueleto, representaram 7,14% do total. Ninfas parasitadas por fungo representaram 7,54%, enquanto que aquelas parasitadas por P. bliteus representaram 14,29% do total de ninfas, sendo que o parasitismo variou de zero a 50% por folha amostrada. Estes dados indicam o potencial dos inimigos naturais associados a G. brimblecombei para o controle biológico.
Palavras-chave:  Praga florestal; Psilídeo-de-concha; Praga exótica; Espécie introduzida; Pragas do eucalipto
XX Congresso Brasileiro de Entomologia - Setembro/2004 - Gramado/RS - Brasil