XXII CONGRESSO BRASILEIRO DE ENTOMOLOGIA

24 a 29 de agosto 2008- Uberlândia, MG
Presidente: Evaldo Vilela – UFV/SECTES-MG
Secretário: Kleber Del Claro – UFU
Tesoureiro: José Magid Waquil – Embrapa Milho e Sorgo

Organização:
UFV – Universidade Federal de Viçosa
UFU – Universidade Federal de Uberlândia
Embrapa Milho e Sorgo
 

DESFOLHA ARTIFICIAL SIMULANDO O ATAQUE DE ACROMYRMEX CRASSISPINUS (HYMENOPTERA: FORMICIDAE) EM MUDAS DE PINUS TAEDA

 

Autores:
MARIANE APARECIDA NICKELE, WILSON REIS FILHO, PRISCILA STRAPASSON, GERSON BRIDI
Areas
: [Entomologia Florestal (Ef) ]
Email de contato: nickele.mariane@gmail.com

Palavras-chave: danos, formigas cortadeiras, reflorestamento.


Resumo:

A espécie Acromyrmex crassispinus, que é a formiga cortadeira mais comum na Região Sul do Brasil, pode ocasionar quatro níveis de ataque em mudas de Pinus taeda recém-plantadas, sendo eles: N1: 50% de desfolha; N2: 75% de desfolha; N3: 100% de desfolha; e N4: 100% de desfolha, incluindo o corte do meristema apical. Para avaliar quais dos níveis de ataque provocam danos em P. taeda, realizou-se um experimento de desfolha artificial em um plantio de P. taeda recém-plantado (plantio de agosto de 2007), de propriedade da empresa Rigesa, no município de São Miguel da Roseira, PR, simulando o ataque de A. crassispinus. Na instalação do experimento as plantas tinham 30 dias de idade. A desfolha artificial foi realizada em 20 plantas para cada nível de ataque. Foram selecionadas também, 20 plantas que não sofreram desfolha, como testemunha (N0). As avaliações foram semestrais, medindo-se o diâmetro de colo a 5 cm do solo e a altura das plantas, até essas completarem 30 meses de idade. Foi utilizada a análise de variância (ANOVA), seguida pelo teste de Tukey (p<0,05) para comparar o crescimento das plantas desfolhadas nos diferentes níveis. O prejuízo causado pelo desfolhamento começou a aparecer quando as plantas estavam com 12 meses de idade, no entanto, N1 nunca causou prejuízos no desenvolvimento das plantas. Já N2 se igualou às testemunhas a partir dos 18 meses. Houve perdas significativas no desenvolvimento de P. taeda desfolhado em N3 e N4, os quais também ocasionaram a morte de plantas. As perdas no crescimento das plantas com N3, em relação às testemunhas, foram de 20, 20 e 18% para o diâmetro e 18, 14 e 10% para a altura, quando as plantas estavam com 18, 24 e 30 meses de idade, respectivamente. Para N4, as perdas no crescimento das plantas foram de 30, 30 e 25% para o diâmetro e 31, 22 e 17% para a altura, quando as plantas estavam com 18, 24 e 30 meses de idade, respectivamente. O diâmetro foi mais afetado do que a altura, mas verificou-se que as plantas estão se recuperando, pois as perdas no crescimento em diâmetro e altura das plantas desfolhadas nos níveis 3 e 4 estão diminuindo ao longo do tempo.

 
Financiamento: Empresa Rigesa