XXII CONGRESSO BRASILEIRO DE ENTOMOLOGIA

24 a 29 de agosto 2008- Uberlândia, MG
Presidente: Evaldo Vilela – UFV/SECTES-MG
Secretário: Kleber Del Claro – UFU
Tesoureiro: José Magid Waquil – Embrapa Milho e Sorgo

Organização:
UFV – Universidade Federal de Viçosa
UFU – Universidade Federal de Uberlândia
Embrapa Milho e Sorgo
 

MODELOS DE DISTRIBUIÇÃO E GESTÃO DE RISCO DE INSETOS-PRAGA DE EUCALIPTO NO BRASIL

 

Autores:
RONALD ZANETTI, DALVA LUIZ DE QUEIROZ, ELISIANE CASTRO DE QUEIROZ, MARILICE GARRASTAZU, BIANCA VIQUE FERNANDES, JAIME IVÁN RODRIGUEZ FERNANDEZ
Areas
: [Entomologia Florestal (Ef) ]
Email de contato: zanetti@ufla.br

Palavras-chave: dispersão, controle, modelagem


Resumo:

Com a intensificação do comércio de produtos e do deslocamento de pessoas, a partir da década de 90, houve várias introduções de pragas e doenças em várias culturas florestais, causando prejuízos diretos as plantas e o aumento nos custos de produção. A proximidade taxonômica do eucalipto com diversas espécies florestais brasileiras e os extensos plantios homogêneos contínuos favoreceram a adaptação de muitos insetos que atingiram o status de pragas. Dentre as várias pragas introduzidas, destacamos: Gonipterus scutellatus, Ctenarytaina spatulata, Leptocybe invasa, Epichrysocharis burwelii, Glycaspis brimblecombei, Thaumastocoris peregrinus, e outras com potencial de entrada no país como Cardiaspina fiscella, Eucalyptolyma maidenii, Ophelimus maskelli e, Cryptoneossa triangula. Surge a necessidade da elaboração e desenvolvimento de um projeto de gestão de risco de agentes prejudiciais aos materiais genéticos de eucaliptos mais utilizados e para os novos clones, gerando uma base de dados que permita o planejamento e o gerenciamento destes, minimizando perdas de produtividade. Para isso, inicialmente foi feito um levantamento dos dados existentes sobre a ocorrência de surtos de pragas de acordo com os fatores bioclimáticos, que servirão de base para gerar mapas de distribuição potencial e simulação de dispersão. Os dados coletados são submetidos a análises multivariadas, buscando correlações entre os fatores considerados e estão em processo de pesquisa para distribuição das espécies citadas, incluindo seu potencial de expansão em novas regiões, utilizando os programas OpenModeller e SAM (Spatial analysis in macroecology), usando distintos algoritmos de modelagem. Obtidas as modelagens, estas serão disponibilizadas em um site próprio. Estratégias poderão ser traçadas para monitorar, controlar as pragas já introduzidas e prevenir a entrada de outras com potencial de introdução.

 
CNPq, V&M Florestal, Embrapa Florestas, UFLA