XXII CONGRESSO BRASILEIRO DE ENTOMOLOGIA

24 a 29 de agosto 2008- Uberlândia, MG
Presidente: Evaldo Vilela – UFV/SECTES-MG
Secretário: Kleber Del Claro – UFU
Tesoureiro: José Magid Waquil – Embrapa Milho e Sorgo

Organização:
UFV – Universidade Federal de Viçosa
UFU – Universidade Federal de Uberlândia
Embrapa Milho e Sorgo
 

SELEÇÃO DE ESPÉCIES COMO ARMADILHA PARA O CONTROLE DO BICUDO DO ALGODOEIRO: O QUIABO É UM FORTE CANDIDATO.

 

Autores:
JULIANA VIDAL, RENATA ALVES DA MATA, GISELLE ARAÚJO CHAGAS, MADELAINE VENZON, CARMEN SÍLVIA SOARES PIRES, EDISON R. SUJII, ELIANA M. G. FONTES, LORENNA KAROLYNE BATISTA BRAVO
Areas
: [Manejo Integrado de Pragas (Mi) ]
Email de contato: jurbv@hotmail.com

Palavras-chave: Anthonomus grandis; alimento alternativo; cultura armadilha.


Resumo:

O bicudo, Anthonomus grandis, é considerada a principal praga do algodoeiro, por apresentar alto poder destrutivo e causar sérios prejuízos à produção. O controle desta praga é feito exclusivamente com agrotóxicos e existe grande demanda para o estabelecimento de técnicas alternativas de controle, como por exemplo, uso de cultura armadilha. O objetivo deste trabalho foi testar espécies alternativas ao algodoeiro como recurso alimentar para o bicudo, visando à seleção de culturas armadilhas. Inicialmente, seis espécies de plantas (feijão de corda, margaridão, milheto, quiabo, soja e sorgo) foram selecionadas com base em quatro critérios a priori: uso agrícola, relevância nos sistemas agrícolas do Centro-Sul e Nordeste, sincronismo fenológico da floração com a safra do algodoeiro e aceitação pelo bicudo. Os testes de aceitação do pólen dessas espécies como alimento para o bicudo mostraram que apenas o quiabo, o sorgo e o margaridão mantiveram 50% dos bicudos vivos por mais de sete dias. Na segunda etapa, estas três espécies foram submetidas a um experimento de não-escolha. Os adultos de bicudo utilizados no experimento emergiram de botões atacados coletados no campo. Para cada espécie de planta testada dois tratamentos com 40 repetições cada foram montados: flor fresca e água e apenas água (controle). Cada repetição continha numa gaiola, um bicudo, uma flor fresca de cada espécie e água, ou só água. As flores foram trocadas a cada dois dias e os adultos monitorados diariamente até a morte. Os dados de longevidade foram submetidos à ANOVA de dois fatores: parátipo de recurso alimentar (quiabo, margaridão e sorgo) e oferta de alimento (flor fresca e o controle) (Alfa=0.05). A longevidade dos bicudos no pólen fresco de quiabo (33 ± 1,71 dias, média ± erro padrão) foi significativamente maior (F2, 229 = 38.99, P<0.0001) do que nas demais espécies e nos respectivos controles (alimento x água) (médias variando entre 5 e 7 dias ). Considerando os bicudos alimentados com quiabo fresco, 30% morreram na primeira semana, 3% na segunda e 20% continuaram vivos até a data da realização das análises (73 dias). Os resultados sugerem que o quiabo é um candidato para o desenvolvimento de uma cultura armadilha devido à alta longevidade dos bicudos alimentados com as flores frescas.

 
Embrapa